Vida Monástica Contemplativa

Vida Monástica Contemplativa
"A Alegria da Consagração Monástica e Contemplativa" (tema)

quinta-feira, 25 de maio de 2017

VINDE E VEDE: COMO É BOM E AGRADÁVEL VIVEREM UNIDOS OS IRMÃOS. SL 133.


VINDE E VEDE: COMO É BOM E AGRADÁVEL VIVEREM UNIDOS OS IRMÃOS.
SL 133.
No intuito de interagir e provocar você, querido leitor, querida leitora, conservei na medida do possível o estilo coloquial deste texto. Boa reflexão!

Queridos irmãos e queridas irmãs, antes de tudo quero dizer-lhes o quanto me sinto grata por estar aqui entre vocês. De fato, é uma graça que eu não mereço: sou religiosa, mas não de vida monástica e contemplativa. Apenas tento fazer com que Jesus não me perca de vista, em meio a uma atividade bem intensa!
Bem, como minha Congregação, eu nasci na Bélgica, mas hoje, depois de mais de 40 anos no Nordeste do Brasil, eu me considero “brasbelga”. Como irmã de Santa Maria, posso dizer também que somos “mestiças”, pois nascemos, depois da revolução francesa, de um pai fundador cisterciense e de uma fundadora de espiritualidade inaciana.[1] Assim talvez possam perdoar minha “penetra” em meio a vocês.
Depois de ter refletido, nos dois primeiros dias do nosso congresso, sobre a alegria e a mística na VR monástica e contemplativa, eis que somos convidados e convidadas hoje a olhar para a dimensão profética da nossa vida.
Ao abordar o tema da profecia, a pauta deste congresso[2] chama nossa atenção sobre dois pontos que serão o tema das duas colocações desta manhã: a comunidade de vida e o exercício da autoridade como sinais proféticos dentro da VC. Como isso nos provoca em tempos de individualismo, autorreferencialidade, delação premiada e crises políticas? Temas hoje pertinentes também nas clausuras e atrás das grades! Como podemos ser profeticamente amostra grátis de um jeito alternativo de conviver e de exercer o poder, assim como Jesus nos convidou: “Entre vocês não seja assim...”
A mim, coube, nesta primeira palestra, a reflexão sobre a chamada vida de comunidade. Como bons monges e monjas, vocês tiveram a gentileza de me dar, no próprio título da palestra, uma dica preciosa nas palavras do salmo 133: “Vede como é bom e agradável viverem unidos os irmãos (e as irmãs também, pelo menos espero!)”.
Preparando este momento de reflexão, fiquei pensando muito se colocava um ponto de interrogação, de admiração ou um simples ponto final neste título, mudando seu sentido: questionamento, confirmação grata ou tema que não se quer discutir:


É bom e agradável os irmãos as irmãs viverem juntos???
É bom e agradável, na maior parte do tempo, ou pelos menos de vez em quando, os irmãos viverem juntos!!!
É bom e agradável os irmãos viverem juntos.


Para um início de resposta, é importante notar que antes da referida citação, o salmo 133 começa com um convite: Vinde ver! Vejam! Trata-se de uma referência a uma experiência vital, não apenas a uma ideia, um sentimento, uma expectativa, ou um ideal... Vinde ver, experimente, como Jesus ao convocar os dois primeiros discípulos a passar a tarde com ele e a permanecer...[3]
Gostaria de começar olhando para a imagem de nossa padroeira Nossa Senhora Aparecida, que aqui nos recebe para este congresso. Às vezes, penso que não damos bastante valor à mensagem de Aparecida. Não sei se é o fato de termos como fundadores e fundadoras grandes santos ou santas... Às vezes, a pequena Aparecida é deixada por nós de lado!
Até damos prioridade, na nossa devoção mariana, a outras imagens de Maria, a outras aparições de Nossa Senhora que achamos mais espetaculares como em Lourdes, Fátima, Guadalupe...
Porém a historia da padroeira do Brasil é muito especial e muito carregada de significado para nós, VRC, hoje. Que santa é essa, que não tem aparição, não escolhe videntes, não fala, não dá mensagens, não pede nem sequer uma igreja ou que a gente reze o terço! Que santa é essa, cuja imagem é de simples barro cozido, quem não veio de Portugal, mas que saiu provavelmente de uma oficina artesanal da capitania de S.Vicente,  talvez das mãos de um tal de frei Agostinho da piedade? Que padroeira é essa, que já entra em nossa história perdendo a cabeça, passa uns cinco anos impregnada de lama no rio até ficar enegrecida, mora por longos anos numa casa de família e ainda dá um jeito para ficar em cacos depois de rainha! O que isso tem a nos dizer hoje?
Gostaria de começar minha reflexão-meditação chamando a atenção sobre dois fatos profundamente significativos da história da Imagem de Nossa Senhora Aparecida:[4]
Primeiro e antes de tudo, em 1717, o conhecido milagre do achado da imagem e da pesca que o acompanha. Comentando este fato na semana antepassada, numa reunião com bispos,[5] o papa Francisco teve uma palavra muito profunda e que tem tudo a ver com nosso tema: “Em Aparecida, diz o Papa, a rede não se enche apenas de peixes, ela se transforma em comunidade”. Riqueza do símbolo da rede, que já nos vem dos evangelhos e aqui reaparece: a rede se enche de peixes, mas ela não se rompe... símbolo profundo da comunidade.[6]
Então, pergunto a vocês: a rede da nossa congregação ou ordem esta cheia de comunidade, de vida fraterna em comunidade? Nós a concertamos com cuidado quando ela se rompe?
O segundo fato data do ano 1978, ano do atentado, quando a imagem ficou em cacos. Foi arrancada do seu pedestal por um jovem desequilibrado, durante a missa, numa noite chuvosa do mês de maio, ainda na basílica velha. A imagem se espatifou, acabou em mais de 200 pedaços espalhados pelo chão. Quem conhece a história sabe que estes cacos foram levados para o MASP de SP[7], onde a santinha ou o que restava dela ficou na UTI por 3 meses, aos cuidados de uma das melhores artistas plásticas do museu, Maria Helena Chartuni. Sabe, daquela imagem, disse a restauradora, numa entrevista, só restava a alma e as duas mãos postas em oração! Quando os padres redentoristas foram embora, depois de rezar uma Ave Maria, a Maria Helena ficou a sós com a mãe Aparecida: “Agora, é entre nós duas” suspirou ela, e começou a trabalhar. De mulher para mulher, e com argila paulista e cola argentina, ela começou a dar novo sopro de vida a esta pequena imagem em cacos. O que temos agora é uma “pequena restaurada”![8]
Então, pergunto a vocês, de novo: Às vezes, nossas comunidades não ficam em cacos? Que cola argentina pode nos concertar? Nessas horas nossas mãos ficam postas em oração?
Eis as duas perguntas preliminares: Cuidamos da rede comunidade? O que fazemos quando estamos em cacos?
Feita a introdução, vamos ao nosso assunto. Farei sucessivamente duas abordagens complementares da vida de comunidade, ou melhor, da comunidade de vida. A segunda expressão: comunidade de vida, sem negar a expressão clássica, nos convida a ir além das regras, horários, exigências, para contemplar o mistério teologal da comunidade: aí Deus habita, aí Deus abençoa!
Primeiro, vamos procurar entender melhor, do ponto de vista humano, social, psicológico, o que são e não são nossas comunidades de vida e de fé. Como elas, humanamente, funcionam ou deixam de funcionar, como poderiam ou deveriam.
Em seguida, lançarei mão das minhas raízes cistercienses e proporei a vocês uma Lectio divina do Salmo 133.  Será o sopro bíblico e espiritual a sustentar nosso projeto comunitário, nós que, em qualquer forma de VRC, somos filhos e filhas da Santíssima Trindade, que é comunidade de amor! 

1.    O que são nossas comunidades de vida?

Os sociólogos[9] falam de comunidades primárias, baseadas em laços de proximidade física e afetiva, laços de sangue, como na família, ou de afinidade, como na amizade. E de comunidades secundárias onde as pessoas se reúnem por um interesse comum, mas não cultivam necessariamente relações interpessoais. Como um partido político ou um clube de futebol, uma academia de ginástica ou uma faculdade.
Estudos mostraram que as comunidades de fé são uma configuração específica, nem tipo um, nem tipo dois. Nem família, nem torcedores do mesmo time! Na realidade, as comunidades de fé cultivam laços afetivos de proximidade, como as comunidades primárias, mas se unem por opção, por uma meta comum, como as comunidades secundárias. Em nosso caso, o que nos reúne é o chamado, a vocação, o carisma. Entre estas comunidades de fé estão nossas comunidades de consagrados e consagradas! 
A VRC não é natural (no sentido que ninguém nasce no convento!) e nem obrigatória para nossa salvação nem neste mundo, nem no outro!  Nós a escolhemos em resposta a um convite que vem do coração, por Jesus, da sedução pelo Deus dos pobres, porque experimentamos que esse estilo de vida é belo, bom e verdadeiro!
Somos, portanto,  grupos de voluntários que escolheram livremente juntar-se a outros que caminham para o mesmo objetivo, mas com o compromisso de tecer entre nós laços de proximidade afetiva! Para falar a linguagem das leis trabalhistas, assinamos um “termo de adesão” e não um contrato de trabalho! Somos irmãs e irmãos que se acolhem e não se escolhem!
Ao entrar nesta forma de vida, que é carismática, e teve reconhecimento oficial da Igreja desde os primeiros tempos,[10] aderimos a um carisma que nos identifica, e nós nos juntamos também a uma instituição, a uma organização. (História, sede, normas, regras, sistema de governo, formação) Aí começa o desafio da comunidade: transformar o que seria mera instituição numa comunidade de vida!  Tecer laços fraternos, sororais, dentro da organização, criando e recriando comunidade, pelo paciente esforço cotidiano! Como? Pela cultura do encontro, o cultivo das relações, o cuidado mútuo, o diálogo, a partilha, o rezar juntos, fazer juntos, e até a autoridade circular e sinodal! Comunidade não nasce pronta, é como orquídea, exige muito cuidado, é preciso caprichar!
Eis o grito a ecoar: irmãos e irmãs, vamos zelar pela cultura do encontro?  Vamos desenvolver essas habilidades que nos fazem, de fato, ser comunidade de vida e não apenas ter vida de comunidade? Pois, o que não é efetivo e afetivo, dificilmente será espiritual.
Que habilidades são essas que precisamos treinar para desenvolver a cultura do encontro?
·             Em relação a Deus: a escuta, a entrega, a busca que dá sentido ao cotidiano, o ressignificar a vocação a cada etapa da nossa vida, a oração e o silêncio contemplativo.
·             Em relação a nós mesmos: a atenção ao nosso ser profundo, o saber lidar com nossas emoções sem implodir nem explodir, a luta contra os pensamentos negativos, a leitura grata dos sinais de vida.
·             Em relação à comunidade, dentro e fora da clausura: acolhida do diferente, o respeito, a não invasão da sua privacidade, a escuta, a solidariedade.
·             Em relação à mãe terra, ao planeta: cultivar e conservar.
Não se trata de um programa exaustivo com muitos esforços dispersos, pois, nas quatro dimensões, a atitude é a mesma: o amor de cuidado!
Isso em si, já é um projeto de vida que exige esforço, como exige esforço e coragem o investimento na vida familiar, acadêmica, empresarial, no trabalho social ou na pastoral da Igreja. Sempre com a mesma tônica: amor de cuidado!
 
2.  Comunidades de fé, amostras grátis do evangelho!

Neste segundo momento, vamos fazer a Leitura Orante do salmo 133, e permitir que essa palavra de vida informe e interprete de novo a nossa vida consagrada em comunidades.[11]
Esse salmo 133 faz parte dos “cânticos das subidas ou das peregrinações[12] que nasceram provavelmente no contexto das peregrinações a Jerusalém. Eles retratam com gratidão e júbilo a convivência e solidariedade experimentada na estrada e na chegada à cidade santa: experiência tão próxima da nossa nestes dias ao pé da Mãe!
Diante da tentativa de descrever o mistério e o alcance espiritual da convivência fraterna, o salmo lança mão de dois símbolos muito fortes e concretos na cultura judaica: o óleo e o orvalho. O salmo começa lembrando a bênção toda especial que o povo recebe por ocasião da unção do sumo sacerdote: o óleo santo e perfumado desce da cabeça do Ungido para a barba e a gola da sua veste e escorrega na placa peitoral de doze pérolas representando as doze tribos de Israel.[13]
O mesmo salmo evoca em seguida o orvalho que desce do monte Hermon e termina com a boa notícia de um outro canal de bênção para o povo: ter no seu meio uma comunidade que vive o amor fraterno, sororal! Está aqui nitidamente projetada a missão das nossas comunidades de fé, que sejam grandes mosteiros famosos ou pequenas casas de inserção nas periferias pobres das nossas cidades: sinais proféticos, casas de oração, mas também de acolhida, de hospitalidade  a transbordar o amor fraterno!
Assim como aconteceu na minha pequena comunidade de inserção, na véspera do Natal do ano passado, numa periferia de Aracaju. Às três da manhã, o celular da comunidade tocou: “Irmã, sou Elisabeth [14], do grupo de crisma, estou no portão de vocês, podem me abrir?” La estava ela, abrigando as duas filhinhas contra seu corpo, rodeada por policiais, o marido acabava de tentar mata-la! “Não tenho para onde ir, só me veio vocês na cabeça!” Conosco as três partilharam os dias do Natal do Senhor, até achar uma melhor solução. Sim, vejam como é bom e agradável viverem unidas e deixar escorregar esta graça para o povo sofrido em torno de nós!
Que possamos, com os olhos da fé, contemplar, nestas gotas de óleo, que tanto exigem trabalho para serem produzidas, e nestas gotas de orvalho que caiem do céu tão gratuitamente, o amor que vai e vem, dado e recebido, bênção e presença de Jesus entre nós!    

GOTAS DE ÓLEO E ORVALHO!
Sl 133.

Vejam como é bom e agradável                                      Releio na oração a experiência envolvente
Irmãos e irmãs viverem unidos!                                      de viver numa comunidade unida (família, VRC)
                                         1
É como óleo fino sobre a cabeça                                     Óleo: aroma penetrante que eu “fabrico”
sobre a gola das vestes... 
 2  
  quando dou o melhor de mim para a comunidade
acontecer.
                             
É como orvalho do Hermon                                            Orvalho: frescor penetrante que  eu “recebo”
Descendo sobre os montes de Sião...                              quando acolho o dom gratuito                                                                                  da comunidade de      vida.                           
 3                                        

Porque ali o Senhor manda a bênção,                             Amor fraterno é bem-aventurança e 

                                                                                                         bênção,
a vida para sempre.                                                         Vida que perdura para o povo todo!


E para terminar, sempre dentro desta cultura do encontro, vale lembrar de uma parábola citada por James Hunter, famoso autor do livro “O monge e o executivo”, que nos presenteia agora com um segundo volume “De volta ao mosteiro”[15].

3.      Parábola do rabino no bosque.[16] 

 Era uma vez um mosteiro que, eevido a seus habitantes, se encontrava em graves dificuldades. A ordem, muito poderosa em outros tempos, havia perdido suas abadias e seus membros, ficando reduzida a uma casa matriz com cinco monges: o abade e quatro Irmãos. Estava à beira da extinção.
No bosque que circundava o mosteiro, havia uma construção que o rabino de um povoado vizinho costumava utilizar como retiro espiritual. Em certa ocasião, enquanto meditava desesperançado sobre o futuro de sua ordem, o abade teve a ideia de visitar a cabana e pedir ao rabino algum conselho que ajudaria a salvar o mosteiro. O rabino recebeu o abade com alegria. Havia entre ambos um tocante reconhecimento mútuo. Mas, quando o abade comentou com ele o motivo de sua visita, a única coisa que o rabino pôde fazer foi oferecer sua compreensão.
- Conheço o problema – disse. As pessoas perderam sua espiritualidade. O mesmo acontece na cidade. Lá também são muito poucos os que vêm à sinagoga.
Os dois sábios anciões choraram juntos. Leram passagens da Bíblia e conversaram sobre questões profundas e sobre o fato maravilhoso de terem se conhecido. Finalmente, o abade, pronto para partir, perguntou:
- Não existe nada que você possa me dizer, nenhum conselho que possa me dar para salvar minha ordem?
- Infelizmente, não - respondeu o rabino. Não tenho conselhos para dar a você.
Depois de um instante em silêncio, continuou:
- A única coisa que posso dizer é que o Messias está entre vós.
Quando o abade chegou ao mosteiro, os Irmãos o rodearam e perguntaram ansiosamente o que havia dito o ancião.
- Não pôde me ajudar. Conversamos, choramos juntos e lemos as Sagradas Escrituras. Somente, ao nos despedirmos com um abraço, disse algo estranho, que não consegui compreender. Disse que o Messias é um de nós.
Durante os meses seguintes, os monges meditaram sobre as palavras do rabino e seu possível significado. O Messias é um de nós? Como não fomos capazes de reconhecê-lo? Quem poderia ser? Talvez o abade? Sim! Só pode ser o padre abade, que nos dirige há anos. Ainda que talvez se trate do Irmão cozinheiro! Todos sabem que é uma luz em nossa ordem. Certamente, não se referia ao Irmão administrador! O coitado está um pouquinho senil. Mas, pensando bem, ainda que incomode um pouco com a sua caduquice, quase sempre tem razão e expressa verdades profundas. Talvez, então, refira-se a ele. Mas, sem dúvida que não é o irmão Tomás, o sacristão; de maneira nenhuma. Tomás é tão passivo! Entretanto, ele tem o misterioso dom de aparecer como por arte de magia quando precisamos de algo. Talvez, então, Tomás seja o Messias. Sem dúvida, o rabino não se referia a mim, que sou uma pessoa comum, simples e ordinária. Mas, e se falasse de mim? E se eu fosse o Messias? Deus, que não seja eu. Não posso ser eu o seu enviado, não é mesmo?
E no curso dessas meditações, cada monge passou a tratar seus irmãos com respeito extraordinário. E começaram a tratar a si mesmos com esse mesmo respeito, diante da remota possibilidade de que fosse o Messias.
O povo da vizinhança costumava visitar o bosque onde estava situado o mosteiro. Descansavam sob as árvores, passeavam por seus caminhos e alguns, inclusive, entravam para meditar na velha capela. Com o transcorrer do tempo e quase sem se dar conta, começaram a perceber o ar de certo poder ou magnetismo que os atraía. O mosteiro recobrou seu antigo ambiente de prazer envolvente. As pessoas começaram a visitá-lo com frequência e a trazer consigo outros para que conhecessem esse lugar tão especial. E esses trouxeram mais outros.
Os jovens, interessados, começaram a conversar com os sábios monges, até que um dia um deles pediu permissão para ingressar na ordem. Logo, outro seguiu o primeiro, e mais outro. Em poucos anos, a ordem voltou a florescer e na igreja voltou-se a escutar o jubiloso canto dos monges, e a casa se converteu num vigoroso centro que irradiava luz e espiritualidade.

Voltem para suas comunidades e lembrem: um/a de vocês é o Messias!




[1] Irmãs de santa Maria de Namur, fundadas por Dom Minsart, cisterciense de Boneffe e madre Clara, em 1819, Bélgica.
[2] CRB e CNBB, II Congresso nacional da vida monástica e contemplativa, Aparecida, 24-27 de maio 2017.
[3] Jo 1, 39
[4] Para os detalhes históricos ver: Aparecida , de Alvarez Rodrigo e Iconografia de Aparecida, Valdivino Guimarães.
[5] Encontro com bispos do CELAM, 10-05-2017, em El Salvador.
[6] Jo 21,11
[7] Museu de Arte Sacra de S Paulo.
[8] Veja canto oficial dos 300 anos, da autoria do P Zezinho.
[9] Comunidades de fé, Evelyn Whitehead
[10] Alguns historiadores afirmam ser a primeira forma de vida cristã reconhecida oficialmente pela Igreja, com liturgia própria.
[11] Essa leitura orante deve muito aos comentários de Carlos Mester.
[12] Salmos 120 a 134 (Heb)
[13] Ex 28, 15-21  Ex 30,21
[14] Nome fictício, mas para uma mulher bem real!
[15] James Hunter, “De volta ao mosteiro” Editora Sextante
[16] Versão resumida

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